Os platelmintos são vermes com corpo achatado dorso-ventralmente. São assim chamados pois em grego platys correspondente etimologicamente a plano, achatado e helminthes, vermes.
Essas espécies de vermes são associadas a três tipos principais: Turbellaria, Trematoda e Cestoda.
Os turbelários, conhecidos popularmente como planárias, são de vida livre. A classe Trematoda tem como característica o ectoparasitismo (vivendo externamente ao hospedeiro) ou endoparasitismo (vivendo internamente ao hospedeiro). Os cestoides, também chamados de tênias, são endoparasitas que habitam no intestino de animais vertebrados.
Certas planárias tem reprodução assexuada por fragmentação. Há espécies monóicas com desenvolvimento direto sem estágio larval e outras dióicas com estágios larvais.
Doenças:
Teníase: A teníase tem como sintomas: náuseas, diarreia e letargia. A transmissão se dá pelo consumo de carne com citiscercos. O ciclo começa quando o porco engole os ovos, que no estômago dos animais se tornam larvas oncosféricas, então vão pra musculatura e delgado em forma de citiscercos. O homem então consume a carne contaminada e o verme se aloja no delgado do homem.
Esquistossomose: Os sintomas incluem diarreia, febre, fadiga e mal estar. Ocorre quando fezes ou urina de animais contaminados entram em contato com a água doce, os parasitas se desenvolvem no corpo de caracóis que depois penetram na pele humana e atinge a corrente sanguínea.
segunda-feira, 8 de julho de 2019
Os cnidários são seres pluricelulares que vivem maioritariamente em ambiente marinho de áreas cujo as águas são rasas e tropicais. Os principais representantes desses são as águas-vivas, corais, anêmonas-do-mar, as hidras e caravelas.
São caracterizadas pela presença do cnidócito em seus tentáculos, o qual lança um filamento com espinhos e um líquido urticante (nematocisto),que pode causar queimaduras em humanos,e tem a finalidade de facilitar a captura da presa e também a sua defesa.
Há dois tipos morfológicos: os pólipos (que são seres fixos a um substrato) e as medusas (que são natantes).
A reprodução pode ser assexuada (por brotamento, igual aos poríferos) e sexuada.
Na sexuada os machos liberam seus gametas na água podendo,então, haver o encontro dos gametas masculinos e femininos na água mesmo (fecundação externa) ou então o gameta masculino encontrar o óvulo na superfície do corpo de outro cnidário.
Há também alguns cnidários que apresentam alternância de gerações, onde possuem uma fase pólipo (com reprodução assexuada) e uma fase medusa (com reprodução sexuada).
São caracterizadas pela presença do cnidócito em seus tentáculos, o qual lança um filamento com espinhos e um líquido urticante (nematocisto),que pode causar queimaduras em humanos,e tem a finalidade de facilitar a captura da presa e também a sua defesa.
Há dois tipos morfológicos: os pólipos (que são seres fixos a um substrato) e as medusas (que são natantes).
A reprodução pode ser assexuada (por brotamento, igual aos poríferos) e sexuada.
Na sexuada os machos liberam seus gametas na água podendo,então, haver o encontro dos gametas masculinos e femininos na água mesmo (fecundação externa) ou então o gameta masculino encontrar o óvulo na superfície do corpo de outro cnidário.
Há também alguns cnidários que apresentam alternância de gerações, onde possuem uma fase pólipo (com reprodução assexuada) e uma fase medusa (com reprodução sexuada).
Os poríferos são seres aquáticos invertebrados e fixos em um substrato (recebem esse nome por possuírem o corpo repleto de poros), também são conhecidos popularmente como esponjas ou espongiários. Maioritariamente vivem no mar (há espécies de água doce) fixos em rochas, conchas e na areia.
Reprodução:
Os poríferos têm reprodução sexuada e assexuada.
Na reprodução sexuada os gametas são produzidos por células denominadas gonócitos (lembrando que os poríferos são maioritariamente hermafroditas). Os espermatozóides (gametas masculinos) saem da esponja pela abertura principal da espongiocele (ósculo) e, com ajuda da corrente de água, penetra outra esponja onde os coanócitos captam-nos e os transferem para os óvulos (que ficam na mesogléia) ,assim, há a fecundação. Após receber os devidos nutrientes da esponja, uma larva é liberada (flagelada) para enfim se fixar num substrato e dar origem a um novo ser.
Já a reprodução assexuada se dá pela capacidade de regeneração dos poríferos e existem três meios da mesma acontecer. São eles: brotamento, fragmentação e gemulação.
O brotamento é caracterizado pela formação do broto pelos amebocitos,no corpo do porífero, podendo ele se desprender ou continuar ali formando colônias.
A fragmentação se autotraduz, ou seja, fragmentos da esponja originam novos seres.
Entretanto, na gemulação (que ocorre somente com seres de água doce) células indiferenciadas dão origem a gêmulas no interior da esponja (e se cercam por um rígido envoltório).
Tipos:
Existem três tipos de esponjas, as áscon, sícon e lêucon. As asconoides são as mais simples, caracterizadas pela sua forma cilíndrica oca e pela abertura superior (ósculo). As síconoidee apresentam o aspecto de um vaso fixo a um substrato e as lêuconoides são as mais complexas por possuírem o átrio reduzido e um sistema de canais e câmaras na parede do corpo.
O grupo que compõe todos os animais existentes são os metazoários. Os animais são seres eucarióticos, multicelulares e Heterótroficos e seu ramo de estudo é a zoologia.
A reprodução sexuada dos metazoa se inicia pela união do gameta masculino (espermatozóide) ao feminino (óvulo) dando origem a um ovo zigoto. Após, ocorrem diversas divisões (clivagem) do ovo até formar a mórula. Então, as células que formam esse embrião deslocam-se para as extremidades e seu interior (blastocele) preenche-se de água (denomina-se esse novo estágio de blástula que é a apomorfia dos metazoa). Logo após a formação da blástula, há a gastrulação onde o embrião forma a gástrula, a qual delimita o fim do desenvolvimento dos cnidários. O desenvolvimento embrionário dos platelmintos continua com a migração das células da ectoderme e endoderme para o meio, formando a mesoderme (por isso, os platelmintos recebem o nome de triblásticos acelomados), além disso, há a formação dos músculos. Nos nematóides as células da ectoderme e endoderme ocupam apenas parte do meio (mesoderme) sendo também triblásticos (por a mesoderme e endoderme serem separadas, recebem o nome de pseudocelomados).
A reprodução sexuada dos metazoa se inicia pela união do gameta masculino (espermatozóide) ao feminino (óvulo) dando origem a um ovo zigoto. Após, ocorrem diversas divisões (clivagem) do ovo até formar a mórula. Então, as células que formam esse embrião deslocam-se para as extremidades e seu interior (blastocele) preenche-se de água (denomina-se esse novo estágio de blástula que é a apomorfia dos metazoa). Logo após a formação da blástula, há a gastrulação onde o embrião forma a gástrula, a qual delimita o fim do desenvolvimento dos cnidários. O desenvolvimento embrionário dos platelmintos continua com a migração das células da ectoderme e endoderme para o meio, formando a mesoderme (por isso, os platelmintos recebem o nome de triblásticos acelomados), além disso, há a formação dos músculos. Nos nematóides as células da ectoderme e endoderme ocupam apenas parte do meio (mesoderme) sendo também triblásticos (por a mesoderme e endoderme serem separadas, recebem o nome de pseudocelomados).
sábado, 9 de março de 2019
Espécie:
O conceito biológico de espécies define espécie como os membros de populações que cruzam, ou tem potencial para cruzar, naturalmente.
População:
Uma população pode ser definida como um grupo de organismos pertencentes à mesma espécie e que vivem em uma mesma área geográfica.
Especiação
É o processo evolutivo pelo qual as espécies vivas se formam. Este processo pode ser uma transformação gradual de uma espécie em outra (anagênese) ou pela divisão de uma espécie em duas por cladogênese.
Tipos de especiação:
Há quatro tipos principais de especiação: a especiação alopátrica, simpátrica, parapátrica e peripátrica. A especiação pode também ser induzida artificialmente, através de cruzamentos selecionados ou experiências laboratoriais.
A especiação alopátrica, acontece quando duas populações de uma espécie são separadas por uma barreira geográfica. Essa barreira geográfica, que pode ser uma montanha, um deserto ou floresta, por exemplo, causa uma separação espacial (alopatria). Nesse caso, falamos que ocorreu um isolamento geográfico.
Quando essas populações se separam, podem sofrer diferentes pressões, uma vez que estão em áreas diferentes. Essas pressões, com o passar do tempo, fazem com que ocorra uma divergência genética e, consequentemente, um possível isolamento reprodutivo. Muitos consideram esse tipo de especiação como o principal modelo de especiação.
A especiação simpátrica é aquela que ocorre sem que haja separação geográfica. Nesse caso, duas populações de uma mesma espécie vivem em uma mesma área, mas não ocorre cruzamento entre as populações. É comum observar que alguma modificação genética impediu esse intercruzamento, gerando assim diferenças que levarão à especiação. É uma das especiações mais raras.
Acredita-se que a especiação simpátrica seja responsável pela grande quantidade de espécies de peixes ciclídeos encontrados no lago africano Victoria. Segundo alguns pesquisadores, o lago foi colonizado por apenas uma espécie ancestral.
Existe ainda a especiação parapátrica, que ocorre quando duas populações de uma mesma espécie diferenciam-se e ocupam áreas contíguas, mas ecologicamente distintas. Por estarem em áreas de contato, é possível o intercruzamento, que acaba gerando híbridos. Essas áreas são chamadas de zona híbrida e acabam se tornando uma barreira ao fluxo gênico entre as espécies que estão se formando.
Podemos citar como exemplo de especiação parapátrica o caso da grama Anthoxanthum. Parte dessa espécie diferenciou-se graças à presença de metais no solo, passando a ter floração em época diferente, o que impossibilitou o cruzamento com a população original.
Especiação peripátrica é um modo de especiação, a formação de novas espécies através de evolução. Neste modo, as espécies novas são formadas em populações periféricas isoladas; este modo é semelhante à especiação alopátrica na medida em que as populações estão isoladas e por isso não há transferência de genes. No entanto, a especiação peripátrica, ao invés da especiação alopátrica, propõe que uma das populações seja muito menor do que a outra.
O conceito de especiação peripátrica foi originalmente proposto por Ernst Mayr e está relacionado com o efeito fundador, porque populações pequenas podem sofrer efeitos de gargalo seletivos. A deriva genética tem sido proposta várias vezes como um fator significativo na especiação peripátrica.
O conceito biológico de espécies define espécie como os membros de populações que cruzam, ou tem potencial para cruzar, naturalmente.
População:
Uma população pode ser definida como um grupo de organismos pertencentes à mesma espécie e que vivem em uma mesma área geográfica.
Especiação
É o processo evolutivo pelo qual as espécies vivas se formam. Este processo pode ser uma transformação gradual de uma espécie em outra (anagênese) ou pela divisão de uma espécie em duas por cladogênese.
Tipos de especiação:
Há quatro tipos principais de especiação: a especiação alopátrica, simpátrica, parapátrica e peripátrica. A especiação pode também ser induzida artificialmente, através de cruzamentos selecionados ou experiências laboratoriais.
A especiação alopátrica, acontece quando duas populações de uma espécie são separadas por uma barreira geográfica. Essa barreira geográfica, que pode ser uma montanha, um deserto ou floresta, por exemplo, causa uma separação espacial (alopatria). Nesse caso, falamos que ocorreu um isolamento geográfico.
Quando essas populações se separam, podem sofrer diferentes pressões, uma vez que estão em áreas diferentes. Essas pressões, com o passar do tempo, fazem com que ocorra uma divergência genética e, consequentemente, um possível isolamento reprodutivo. Muitos consideram esse tipo de especiação como o principal modelo de especiação.
A especiação simpátrica é aquela que ocorre sem que haja separação geográfica. Nesse caso, duas populações de uma mesma espécie vivem em uma mesma área, mas não ocorre cruzamento entre as populações. É comum observar que alguma modificação genética impediu esse intercruzamento, gerando assim diferenças que levarão à especiação. É uma das especiações mais raras.
Acredita-se que a especiação simpátrica seja responsável pela grande quantidade de espécies de peixes ciclídeos encontrados no lago africano Victoria. Segundo alguns pesquisadores, o lago foi colonizado por apenas uma espécie ancestral.
Existe ainda a especiação parapátrica, que ocorre quando duas populações de uma mesma espécie diferenciam-se e ocupam áreas contíguas, mas ecologicamente distintas. Por estarem em áreas de contato, é possível o intercruzamento, que acaba gerando híbridos. Essas áreas são chamadas de zona híbrida e acabam se tornando uma barreira ao fluxo gênico entre as espécies que estão se formando.
Podemos citar como exemplo de especiação parapátrica o caso da grama Anthoxanthum. Parte dessa espécie diferenciou-se graças à presença de metais no solo, passando a ter floração em época diferente, o que impossibilitou o cruzamento com a população original.
Especiação peripátrica é um modo de especiação, a formação de novas espécies através de evolução. Neste modo, as espécies novas são formadas em populações periféricas isoladas; este modo é semelhante à especiação alopátrica na medida em que as populações estão isoladas e por isso não há transferência de genes. No entanto, a especiação peripátrica, ao invés da especiação alopátrica, propõe que uma das populações seja muito menor do que a outra.
O conceito de especiação peripátrica foi originalmente proposto por Ernst Mayr e está relacionado com o efeito fundador, porque populações pequenas podem sofrer efeitos de gargalo seletivos. A deriva genética tem sido proposta várias vezes como um fator significativo na especiação peripátrica.
A classificação biológica ou taxonomia é um sistema que organiza os seres vivos em categorias, agrupando-os de acordo com suas características comuns, bem como por suas relações de parentesco evolutivo. É usada a nomenclatura científica que facilita a identificação dos organismos em qualquer parte do mundo.
Vírus
São os únicos organismos acelulares da Terra atual. São seres muito simples e pequenos (medem menos de 0,2 µm), formados basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que, dependendo do tipo de vírus, pode ser o DNA, RNA ou os dois juntos (citomegalovírus).
Os vírus são classificados em 3 tipos, a saber:
- Adenovírus: formados por DNA, por exemplo, o vírus da pneumonia.
- Retrovírus: formados por RNA, por exemplo o vírus HIV.
Cladograma Plantae
https://goo.gl/images/wnWLD1
Briófita
Fonte: elaborada pelo autor
Pteridófita
Fonte: elaborada pelo autor
Gimnosperma
Fonte: elaborada pelo autor
Angiosperma
Fonte: elaborada pelo autor
Fontes:
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Especiação_peripátrica
https://m.brasilescola.uol.com.br/biologia/especiacao.htm
http://www.ib.usp.br/evosite/evo101/VA1BioSpeciesConcept.shtml
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/populacao-comunidade.htm https://www.todamateria.com.br/virus/ https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Seresvivos/Ciencias/biovirus.php
https://goo.gl/images/wnWLD1
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